Hoje de manhã fui acordada com a triste notícia de que um parente (padrinho da minha mãe) tinha falecido. De repente, do coração. Ele não me era muito próximo, mas minha mãe ficou arrasada. Fico imaginando, como os netos dele, os filhos devem estar se sentindo. É uma barra perder alguém amado, e eu sempre tive muito medo disso, desde pequena, quando não conseguia dormir pensando na morte dos meus pais.
Agora me vejo tão forte, mas essas coisas me tocam, principalmente quando e ponho no lugar dos outros. E se fosse o meu vô? Nossa, eu ia estar morrendo. E se fosse meu pai? Mesmo com todas as brigas que temos com certeza eu ia estar muito mal. E se fosse meu marido depois de 50 anos de casado? Bom, com certeza eu morreria junto, porque depois de viver tanto tempo juntos, eu não conseguiria mais viver sozinha.
Percebo que é aquela coisa mesmo: dar valor às pessoas enquanto elas estão vivas. Dar aquele abraço, dizer o que sente, não achar que é perda de tempo jogar uma conversa fora. Porque depois o sentimento de arrependimento e impotência deve ser mortal.
